O segredo da seleção para vencer a copa pode servir para a sua empresa

Acaba de sair a escalação da seleção brasileira de futebol para a copa de 2014, sem grandes surpresas. Após ler alguns comentários de gente especializada e do povo em geral, percebe-se que se o otimismo não é generalizado é muito maior do que o sentimento que predominava nos brasileiros em 2013, pelo menos antes da copa das confedarações. Mas afinal, o que mudou de lá pra cá?

Antes de Luiz Felipe Scolari assumir a seleção, em novembro de 2012, Mano Menezes era o técnico e apesar de seus esforços, no intuito de dar uma cara à seleção, os resultados obtidos não eram convincentes. Nenhuma das formações experimentadas por Mano tinha obtido uma sequência de vitórias que inspirasse muita confiança no torcedor para a copa do mundo, a copa do mundo a ser realizada no Brasil, a copa que não se pode perder. Quando Felipão assumiu, sabia que tinha um grande desafio nas mãos, mas também sabia que sua experiência em liderar e engajar poderiam fazer toda a diferença e desafiou: “Hoje não somos os favoritos, mas daqui um ano e meio seremos. Não passa pela nossa cabeça não ganhar a Copa em casa”, palavras dirigidas a um publico cético.

Depois de algumas mudanças, na base já construída por Mano, e de – provavelmente – muita conversa com os jogadores, em junho de 2013 Felipão já tinha a equipe em suas mãos e ao seu comando. A moral do grupo era outra, o espírito de equipe e a vontade de vencer enormes. Talentos? Diziam à época que tínhamos Neymar e um bando de coadjuvantes, nada mais… e nada mais foi preciso.

 

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O ânimo positivo que já pairava sobre o time foi inflamado pelo canto entusiasmado do hino nacional pela torcida – o vídeo do hino na final contra espanha está no site da fifa até hoje -, é impressionante. E se alguém ainda duvidava àquela altura, mesmo de um Brasil invicto, que ganharíamos da atual campeã mundial, já não mais. O fato é que 3 x 0 foi melhor do que a encomenda.
A entrega e a disciplina com que os jogadores enfrentaram o adversário era de encher os olhos. O resultado foi a vitória de uma equipe que talvez não tivesse os melhores jogadores mas que tinha muito compromisso e vontade de vencer. O fato de estarem jogando no Brasil sem dúvidas ajudou, empurrou, mas sem a liderança apropriada isso de nada valeria. Saber escolher e estimular em seus liderados o comprometimento, o engajamento com a causa é, talvez, das maiores virtudes de um líder. É algo que ícones como Alexandre – O Grande, fazia com suas tropas, que liderando pelo exemplo estava a frente de seus guerreiros no campo de batalha. Força da qual Leonidas igualmente se valeu para multiplicar os seus 300 em Sparta. E motivo pelo qual Felipão deva ter optado por uns jogadores em detrimento de outros mais famosos e espetaculares.

De modo semelhante, o empresário pode se valer deste estilo de liderança e critério para ganhar produtividade com seus funcionários. Às vezes pensamos em investir em novo maquinário, em contratação de funcionários tecnicamente excepcionais, em um novo software que vai aumentar expressivamente a produtividade e não nos preocupamos tanto em motivar e engajar as pessoas que vão fazer isso tudo acontecer. Você pode ter os melhores jogadores do mundo – da mesma forma que a Espanha -, e ainda assim perder pra adversários mais engajados – como Xerxes em Sparta ou como Dário perdeu na Pérsia com seu gigantesco exército. Se pensarmos no atual cenário de grande escassez de mão-de-obra na área de software que vivemos hoje, este tipo de ação pode ser uma opção barata e eficiente quando buscamos ganho de produtividade, especialmente no curto prazo.

Apostar no desenvolvimento das pessoas e engajá-las em uma causa, tornando-a uma aspiração compartilhada, é um dos caminhos mais rápidos  para o ganho excepcional de produtividade e competitividade. Uma maneira de se fazer mais software com menos esforço.

 

Referências:

 

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